Grace e Frankie: look dos personagens

Grace e Frankie, para quem ainda não conhec,e é uma série americana produzida pela Netflix e que tem sido um sucesso. Sua 4ª temporada foi disponibilizada semana passada (19) e nós já estamos querendo mais.

Em linhas gerais, só para despertar o interesse de quem ainda não assistiu, a série vai tratar com muito humor a realidade de duas setentonas ricas e descoladas que tiveram seus casamentos findados por causa de seus respectivos maridos que são gays. Detalhe importante, os maridos, também setentões, são apaixonados um pelo outro.

Grace é a ricassa que vive a base de álcool, irônica, debochada, que luta o tempo todo contra a idade que tem, charmosa e mãe de duas filhas. Essa personagem é protagonizada pela divinal Jane Fonda, que parece ficar melhor a cada dia que passa.

Frankie é a descolada, good vibes e com um humor que chega a ser fofo, porque se parece com o de uma criança. Não sei explicar muito bem isso que disse, mas ela é cativante, adorável e ao mesmo tempo consegue irritar com facilidade por ter, as vezes, esse aspecto infantil, aéreo e livre demais, sabe? Só assistindo para entender. A atriz que da vida a esse personagem é a lendária Lily Tomlin.

No entorno desse olimpo abrigado por essas duas deusas que comentei, existem mais 6 personagens coadjuvantes. São eles, Brianna e Mallory, as duas filhas da Grace com o ex-marido gay Robert, Buddie e Coyote, que são os filhos da Frankie com o ex-marido também gay Sol.

Agora vamos partir para o que realmente interessa aqui: os looks de alguns personagens dessa série que além de muito engraçada é um show a parte quando se trata de figurino. Quero dizer que não tenho nem um conhecimento aprofundado nessa área da moda, apesar de gostar bastante, apenas quero dividir essa minha percepção sobre algo que realmente me chamou atenção e que, sim, precisa ser mostrado.

A riqueza dos detalhes a gente consegue enxergar melhor na tv, mas aqui já se tem noção de como é o estilo da Grace. Repare na combinação das cores, nos tecidos e no corte, principalmente desse blazer da primeira imagem. Essa personagem carrega uma finesse ímpar nos looks e consegue transitar entre o básico e o sofisticado na mesma classe. Viva Coco Chanel e Saint Laurent por popularizarem o blazer feminino, que antes era artigo somente para homens.

Colagem sem título (1)

A Frankie é a personificação do que ela veste. Aquela história de que a roupa que vestimos passa uma mensagem do que somos e que através dela também conseguem captar nossa personalidade e preferências é a mais pura verdade no caso dessa personagem. Ela é o oposto do padrão chique que a Grace defende. Nesses looks podemos reparar a mistura de tecidos, as sobreposições que a personagem usa e abusa, a liberdade de usar tudo bem folgado e a referência muito clara de um estilo baseado nos anos 70. Mas um acessório que faz com que o figurino da Frankie fique ainda mais interessante e rico são os maxi colares. Esse que ela usa na primeira imagem é um exemplo, mas no decorrer da série é possível admirar outros bem mais bonitos e bem maiores.

Colagem sem título (2)

Dos homens eu destaco o personagem Sol Bergstein. Ele é todo atrapalhado, ingênuo e muito despojado. Uma ponto interessante a se comentar é que até o andar dele é desgovernado, ou seja, tudo compõe a personalidade que foi proposta. É um pouco raro encontrarmos personagens gays acima dos 60 anos por aí e ainda mais com um estilo único que esse tem. Enquanto assistia a série, eu ficava reparando as camisas exóticas, coloridas e bem combinadas que ele vestia. Para mim essas são as peças que se destacam no guarda-roupa do Sol. Não posso deixar de dizer que as vezes ele exagerava um pouco, como podemos ver na segunda imagem. Aquela lenda urbana que diz que xadrez e listrado não fica bem, que é cafona, não cabe mais hoje em dia. Usado com bom senso, ou até sem senso mesmo, é preciso harmonizar para que fique transitável, sabe? Olha o charme do look do Sol!

Colagem sem título (3)

E para fechar com chave de ouro, com chave de Dior, com chave de Versace e com qualquer outra coisa muito cara, a personagem que mais arrasa nas produções é sem dúvida alguma a Brianna Hanson. Desde o primeiro episódio ela vem chamando atenção e foi por causa dela que eu decidi falar sobre esse aspecto da série. A personagem é provocadora, abusada e expressiva. O que ela veste é tão bom quanto a ironia e o deboche, que se casam muito bem na prática. Destacaria aqui as cores, que quase sempre são cores únicas, não tem estampa, não tem acessórios competindo atenção, figurinos lisos, bem ajustados ao corpo e muito bem cortado, como é mostrado naquela cape blazer branco.

Colagem sem título (5)

Além do elenco ser incrível, os personagens muito bem pensados, os cenários invejáveis, as histórias que são contadas nos fazem pensar e refletir sobre o que somos e como seremos. Uma série que tem duas idosas como protagonistas, mostrando claramente que elas arrebentam no que fazem e mostrando a realidade, as vezes um pouco midiática, por se tratar de um programa de tv, que independente de idade [quase] tudo é possível. Gays na terceira idade, como já disse, é outra aspecto que o seriado aborda com muita leveza e naturalidade. E hoje em dia com essa necessidade justa de representação, a gente tem negros arrasando em seus papéis e passando uma mensagem que eles podem ser bem sucedidos, podem ter um relacionamento e viver numa boa. Numa das cenas, repare, a gente podia ver: um negro, um asiático, uma senhora de 70 anos e um gay. Isso é muito foda. Grace e Frankie é muito foda. Não deixe de assistir.

MESA22

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